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A semana da leitura no Agrupamento André Soares

 

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As inquietações da Diretora

 2016/17

Educar para prevenir!

Fios que tecem história!

Inovar em educação

O psicólogo na escola e a educação inclusiva

Brincar é urgente

Interculturalidade

Dar Asas para Voar


 

 2015/16

Ação estratégica - sucesso escolar

Associação de Estudantes

O fenómeno bullying

A organização educativa e papel do professor 

Mais atitude na prevenção!

Quem se responsabiliza?

Utopias desejáveis para 2016

Um outro mundo é possível!

O peso excessivo das mochilas dos nossos alunos

A dança das AEC

A importância dos projetos transnacionais!

 


Educar para um mundo melhor

Setembro representa o fim das férias!

Para os alunos, depois de muitos dias a acordar tarde e a alternar entre jogos, passeios, praia, esplanada, saídas à noite, concertos, conversas com os amigos, chegou a hora de pensar no regresso às aulas.O primeiro dia de escola é sempre marcado por uma miscelânea de emoções porque representa a oportunidade de rever os amigos, conhecer novos colegas, compartilhar as experiências das férias, o que provoca sempre ansiedade nos primeiros dias.

Para a Escola, a abertura do ano letivo, é sempre um momento muito importante na vida desta grande comunidade. É o encontro/reencontro da Escola consigo própria, com os seus públicos, com as suas realizações, os seus sucessos, com os seus projetos, com o seu futuro. Cada recomeço representa um novo ciclo, assumindo o seu papel mais importante, de ensinar, informar, apoiar, incentivar e, sobretudo, a sua condição de fomentar o desenvolvimento afetivo, emocional e social, procurando otimizar o potencial de cada aluno com o objetivo de o conduzir ao sucesso na escola e na vida.

É nesta perspetiva que o Agrupamento de Escolas André Soares se assume pronto e preparado para arrancar mais um ano letivo.

E tudo parece bem!

Mas vivemos tempos perturbadores! A situação dos refugiados intimida-nos, assusta-nos!

Desde a II Guerra Mundial que não se verificava um êxodo desta magnitude. Forçados a deixar o país, a casa, o emprego, a família, os amigos, milhares de pessoas como nós, carregam mil dores e, sem ânimo para enfrentar os infortúnios da fuga, deambulam pelo mundo a esmolar liberdade, acolhimento, apreço, emprego, educação, saúde. As contingências impostas pelas guerras, opressões e perseguições, empurrou-os para um processo de desumanização e marginalização que os forçou a serem cada vez mais diminuídos como pessoas, quase farrapos humanos. Ver bebés e crianças a sofrer, a passar fome, frio e horrores de medos, causa-nos um mal-estar infinito, um aperto pesado no coração e leva-nos a refletir sobre o modelo de educação que estamos a desenvolver no mundo civilizacional.

Acolher refugiados é um imperativo humanitário, ao qual não se pode ficar indiferente. Não faz sentido que o mundo seja mais globalizado para tudo – dinheiro, bens, serviços, turismo – exceto para os cidadãos. Esta urgente necessidade de encontrar respostas adequadas à dimensão da realidade leva-nos a acreditar que a educação é parte da estratégia humanitária para situações de emergência. As escolas estão prestes a ser confrontadas com novas realidades e não estão preparadas para lidar com tais situações. Para facilitar a integração das crianças refugiadas nas escolas, é importante que se proceda a uma revisão cuidadosa dos materiais pedagógicos e se elaborem novos materiais e metodologias que tenham em conta as diferenças culturais. Temos de nos preparar para a “cultura do encontro”, a única capaz de construir um mundo mais justo e fraterno, um mundo melhor!

in Correio do Minho - 14-09-2015


2014/15

O primeiro aniversário!

A escola sede do Agrupamento André Soares festejou o seu primeiro aniversário! Um ano que voou! Quarenta anos de uma antiga escola ficaram na memória grata de tantos que nela viveram uma parte importante do seu crescimento! Quarenta anos de uma antiga escola renovam-se agora num novo edifício, completamente diferente, com uma estrutura moderna, adaptada à faixa etária dos seus alunos!

A treze de junho de 2014, numa grande festa, inaugurou-se este novo edifício! As expectativas de uma nova forma de viver a escola aumentavam dia a dia! Tantos anos de constrangimentos seriam agora compensados pelas novas e boas condições!

E assim foi! Todo o Agrupamento beneficiou com esta nova sede! A articulação entre todos os estabelecimentos do agrupamento melhorou significativamente! Foi mais facilmente desenvolvido o conjunto das atividades do plano anual. E, apesar de todas as dificuldades, já ultrapassadas, no início deste ano letivo, os objetivos foram atingidos!

Os grandes projetos foram um sucesso! O projeto de educação para a saúde, os projetos de leitura que envolveram as bibliotecas do agrupamento, o projeto de desporto escolar, com tantas medalhas honrosas ganhas pelos atletas de todas as idades, o programa de orientação vocacional que orienta os finalistas para a tomada de decisões mais consciente, os inúmeros projetos, visitas de estudo, eventos, planos que apoiam a concretização do currículo, desde a educação pré-escolar ao nono ano, enchem de orgulho todos os que se empenharam na sua organização e realização, professores, assistentes operacionais, alunos, encarregados de educação!

Ano a ano crescemos, procurando melhorar as nossas práticas educativas, as aprendizagens, os resultados, a boa formação dos alunos e a construção de pessoas que saibam procurar a felicidade!

Aguarda-se apenas, com muita ansiedade por toda a comunidade, a requalificação da escola do primeiro ciclo e jardim-de-infância de S. Lázaro, acreditando que brevemente teremos mais uma escola do agrupamento com todas as condições para um pleno funcionamento. Nesta escola funcionam treze turmas do primeiro ciclo e três grupos do ensino pré-escolar! Um número mais do que suficiente de alunos para justificar uma intervenção urgente numas instalações pouco dignas!

Sabemos que a escola, as suas práticas, o seu funcionamento, o seu desempenho, depende das pessoas que nela trabalham e se esforçam todos os dias até ao limite! Sabemos que querer é o fundamental para fazer! Mas sabemos também que, sem condições físicas adequadas, sem segurança, sem um mínimo de conforto, o trabalho que nas escolas se desenvolve todos os dias é extremamente dificultado! Vamos ter esperança de que muito brevemente esta escola será diferente!

Sendo o último artigo da rubrica “A voz às escolas” do ano letivo quase a findar, queremos apenas deixar um registo de agradecimento a toda a comunidade escolar que tornou possível vivermos mais um ano de concretização dos planos, tão empenhadamente e tão afetivamente pensados!

Desejamos bons resultados para todos os nossos alunos e umas merecidas férias, felizes e reconfortantes!

in Correio do Minho - 15-06-2015

 


 Ainda “Os Galardões A Nossa Terra”

Há pouco tempo entregues os Galardões 2015, é oportuna uma nota sobre o acontecimento. O prémio atribuído ao Agrupamento de Escolas André Soares é resultado do envolvimento, empenho, dedicação, trabalho e esforço de tantos professores, assistentes técnicos e operacionais, alunos, pais/encarregados de educação, autarquia e entidades parceiras no desenvolvimento de projetos e atividades. Enfim, uma enorme comunidade bracarense que garante a boa formação dos seus filhos, aquela a quem pertence este Galardão!
A escola é, sem dúvida, o lugar mais marcante no percurso de uma vida! A par da educação familiar a escola determina, tantas vezes, o caminho do futuro!
A escola é a fiel depositária das esperanças de um mundo melhor, mais justo, menos desigual e mais solidário. E, neste âmbito, vale a pena realçar a vida de uma protagonista da noite de Galardões!
Rita Martins, uma jovem bracarense, licenciada em psicologia, é o melhor exemplo de que ser solidário é sinónimo de liberdade, de compromisso e de esperança. “Arregaçou as mangas” e partiu para África com uma mala cheia de sonhos, confiança, determinação, coragem, humildade e altruísmo. Fundou em Nairobi o projeto humanitário “Hodi Kibera” que idealizou, deu forma e implementou com a sua marca de identidade. No Quénia, habitado por milhões de pessoas, existem tantas crianças órfãs e vulneráveis que se encontram em situação de risco, em grande parte devido à pandemia da SIDA que assolou o país durante os anos 90. Estas crianças vivem em condições de extrema pobreza, vagueando e mendigando pelas ruas de bairros de lata infetados e perigosos. Estima-se que, só em Nairobi, existam mais de 300.000 crianças de rua. Estas crianças são, na sua maioria, órfãs ou abandonadas. Não têm casa, não têm família, não vão à escola nem ao médico quanto estão doentes. Esta é a realidade quotidiana destas crianças. Entre a luta do sofrimento diário e a esperança de conquistarem alguma dignidade, esta jovem viu no voluntariado um espaço de enriquecimento humanizante que a fez repensar no seu projeto de vida, escolhendo como atividade primeira dedicar-se à construção do novo humanismo. O voluntariado de proximidade, vivido desta forma, assenta na combinação perfeita de altruísmo com cidadania. Quem se dedica a causas de interesse social e comunitário, deseja “de alma e coração” contribuir para que as desigualdades sejam atenuadas e que a dignidade humana seja respeitada nas suas diversas dimensões.
O futuro está no jovem consciente, voluntário e protagonista.
Nesta perspetiva, podemos afirmar que o voluntário pode ser um agente propulsor da cidadania ativa e da transformação da sociedade. E, se a humanidade ainda não inventou melhor mecanismo de inclusão social que a educação, é socialmente necessário e pedagogicamente rico promover nas escolas o voluntariado jovem, de modo a munir os alunos de competências que os ajudem a serem capazes de inventar a desejável mudança.
Bem hajas Rita!
És uma referência que engrandece qualquer escola onde aprendeste a ler, a escrever e a contar! E a transformar!

in Correio do Minho - 18-05-2015


A proteção das crianças desprotegidas!

Considera-se que a criança ou o jovem está em perigo quando está abandonada ou vive entregue a si própria, sofre maus tratos físicos ou psíquicos ou é vítima de abusos sexuais, não recebe os cuidados ou a afeição adequados à sua idade e situação pessoal, é obrigada a atividades ou trabalhos excessivos ou inadequados à sua idade, dignidade e situação pessoal ou prejudiciais à sua formação ou desenvolvimento, está sujeita, de forma direta ou indireta, a comportamentos que afetem gravemente a sua segurança ou o seu equilíbrio emocional, assume comportamentos ou se entrega a atividades ou consumos que afetem gravemente a sua saúde, segurança, formação, educação ou desenvolvimento sem que os pais, o representante legal ou quem tenha a guarda de facto se lhes oponham de modo adequado a remover essa situação. (Lei de proteção de crianças e jovens em perigo).

Nas escolas do nosso país crescem milhares de crianças e jovens, rodeados de professores, educadores, formadores, assistentes, um sem número de protagonistas do processo educativo, cuja missão, além da transmissão de conhecimentos curriculares e de integração social, se desmembra em funções que, de tão diversas, são de difícil registo! A grande, grande maioria das crianças e jovens, têm naturalmente a família como suporte estrutural de formação e crescimento. Mas as que não a têm preocupam-nos, envolvem-nos emocionalmente e deixam em nós a sensação de incapacidade quase total e um sabor amargo de insucesso. É, infelizmente, cada vez mais comum a chegada às escolas de alunos que, sendo retirados às famílias, são entregues a instituições. E como vai a escola, tão assoberbada de solicitações, com tantas dimensões a explorar, um currículo extenso a cumprir, rankings baseados na competência académica, estatísticas de abandono escolar, de sucesso/insucesso a superar, e com tanto apoio a dar, responder de forma a recuperar estes alunos, sem brilho no olhar, fartos de rejeição, de desamor, do abandono, crescendo no seio de negligência, envolvidos no desinteresse, sem apoio afetivo, que nunca conheceram o carinho que estrutura os alicerces da personalidade?

Chegam às escolas com tantas necessidades! Como pode a escola dar a quem precisa tanto? Como pode a escola colmatar o enfraquecido estado emocional de uma criança, de um jovem, que se encontra destroçado, retirado da sua família, por incapacidade de a mesma tomar conta dos seus?

O esforço é enorme, todos se envolvem para que resulte, mas terão que ser dotadas de recursos humanos suficientes para acompanhar as infindáveis necessidades destes alunos, com todo o respeito que merece a sua situação. Estas crianças, estes jovens, devem ser acompanhados por psicólogos e assistentes sociais que, conjuntamente com os professores, procurarão mudar o seu caminho e ajudá-los a recuperar a sua autoestima!

De outra forma estaremos a produzir revolta ao contribuir para que, de novo, se sintam rejeitados. Reproduziremos insucessos irrecuperáveis! Prejudicaremos vidas, enterrando a cabeça na areia!

E, tão preocupados por cumprir o regulamentado para proteger, retirando as vítimas do espaço agressivo, esquecemo-nos que também nós estamos a agredir, em nome da proteção!

E, neste âmbito, todos temos responsabilidades!

in Correio do Minho - 23-04-2015


 Março – um mês de significativas comemorações

É uma característica do ser humano fazer rituais comemorativos e celebrar datas significativas em várias dimensões da vida. Lembrar um luto, uma luta, um momento especial, um aniversário, um facto histórico. Temos uma grande tradição cultural de homenagear pessoas e recordar, periodicamente, situações marcantes. São datas que vão pautando as nossas vidas, tornando-se parte da rotina das pessoas. É assim com datas históricas e patrióticas, afetivas, festivas e religiosas, simbólicas, culturais, que marcam eventos naturais e de homenagem.
O mês de março é rico em comemorações muito significativas. Entre outras, comemora-se o Dia Internacional da Mulher, para recordar as conquistas das mulheres e a luta contra o preconceito, seja social, racial, sexual, político, cultural, linguístico ou económico. O Dia do Pai como forma de valorizar social e politicamente o conceito nuclear de família como uma unidade fundamental. O Dia da Árvore, da Floresta, da Poesia e da Primavera, a estação do ano que nos carrega de energia pela luz e colorido que contrasta com o escuro e nublado inverno. O Dia Mundial da Água, um bem precioso que merece esta insistência, este alerta, pela responsabilidade que é de todos, no respeito pelo seu uso e preservação para as futuras gerações. O Dia Mundial do Teatro para homenagear, um pouco por todo o mundo, as artes do espetáculo.
Comemorar significa, portanto, trazer à memória, convocar à lembrança feitos carregados de valor simbólico, que marcam a história individual ou coletiva. Mas, comemorar também significa indagar sobre o sentido político, social, pedagógico ou humanista do que estamos a evocar. Implica questionar, de modo crítico e reflexivo o assunto, localizá-lo nos diferentes tempos e contextos, sem abrir mão da memória coletiva que tanto pode recordar lutas, conquistas e derrotas como produzir esquecimentos, silêncios ou omissões.
A escola, defendendo que faz sentido comemorar algumas datas, tem obrigação pedagógica e cívica de ter sobre elas uma visão crítica, de modo a sensibilizar os alunos para a mudança de comportamentos, atitudes e condutas que ajudem a tornar o mundo melhor. A sociedade atual precisa de um olhar crítico e reflexivo sobre o consumo, os direitos humanos, a família, a religião, a mulher, a criança, a sustentabilidade do planeta.
O importante é entender que a escola é, sim, lugar de comemoração, mas uma comemoração inclusiva, consciente, transformadora… É urgente envolver os alunos na construção de um mundo onde homens e mulheres tenham os mesmos direitos, as mesmas obrigações, as mesmas oportunidades, as mesmas responsabilidades. Um mundo sem discriminações, que cumpra com os direitos humanos e respeite os benefícios da diversidade. Há ganhos na qualidade social da escola se diariamente concretizarmos ações afirmativas de intervenção e de transformação, a partir de processos partilhados e reflexivos.
É importante que as escolas respondam aos desafios de intervenção através de estratégias de ação pedagógica com o objetivo de ser cada vez melhor aquilo que nos propomos concretizar. Só assim cumprimos a nossa função de formar para transformar, de transformar para qualificar, de qualificar para valorizar!

in Correio do Minho - 23-03-2015


 

Insistir no futuro dos nossos jovens!

A reflexão sobre esta temática, embora recorrente, continua pertinente, por contribuir para um passo relevante na vida dos nossos jovens, ainda mais num contexto de dificuldades tão evidentes e crise crescente no mercado de trabalho. O caminho a seguir deve basear-se numa escolha sustentada, consciente. Aconselhar apenas os jovens a seguir e decidir considerando os seus principais interesses revela-se insuficiente. Vivemos numa sociedade exigente e as necessidades do merca do não coincidem, com frequência, com os primeiros interesses dos seus seres em construção.

Em Portugal é, geralmente, no final do terceiro ciclo do ensino básico, que os jovens são chamados a fazer a sua primeira grande escolha relativamente ao percurso escolar a seguir. Somos consistentes nesta prática, com maior intencionalidade, desde o início do nono ano de escolaridade, com a implementação de atividades de exploração vocacional que conduzem a decisões mais sólidas e sustentadas no final do ciclo.

Concebemos e implementamos um programa que visa a elaboração de um projeto escolar e profissional junto dos alunos em transição de ciclo, no sentido de os apoiar no processo de tomada de decisão, de os informar sobre os diferentes percursos formativos e o leque de ofertas de formação escolar e profissional. Pretendemos capacitar na construção de um projeto de vida e nas escolhas nele envolvidas, promovendo o autoconhecimento ao nível das características pessoais, valores, interesses, motivações e capacidades. Desenvolvemos, ainda, sessões de informação e sensibilização para pais e encarregados e educação, relativamente à tomada de decisão sobre o percurso escolar dos seus educandos. Apoiamos também os diretores de turma no processo de matrícula dos alunos aquando do ingresso no ensino secundário, em curso científico-humanísticos ou cursos profissionais.

As atividades de informação e orientação vocacional constituem uma medida facilitadora das escolhas do percurso formativo e da preparação para a integração no mundo do trabalho e revelam-se essenciais para apoiar os alunos na tomada de decisão no prosseguimento de estudos. O conhecimento mais aprofundado das profissões, nomeadamente no que respeita a funções e atividades necessárias ao seu desempenho, competências associadas e os percursos formativos que a ela conduzem, bem como o contacto direto com o mundo do trabalho, são estratégias que motivam os alunos a prosseguirem os estudos e a decidirem o percurso a seguir, com base em informação mais ampla.

Direcionado para todos os alunos do nono ano, em fase de transição para o ensino secundário, e também a todos os alunos do sexto, sétimo e oitavo anos para integração em percursos diversificados, serve este programa de orientação vocacional ainda para combate ao abandono escolar precoce. O programa divide-se em sessões de orientação e avaliação individual e em grupo, organização e mostra de saídas escolares e dinamização de encontros de esclarecimento com encarregados de educação e diretores de turma, constituindo-se o Serviço de Psicologia como organizador e impulsionador deste programa, em articulação com a disciplina de Oferta Complementar.

Os encarregados de educação são implicados neste processo e apelamos à sua participação na concretização de atividades e na divulgação de possíveis produtos e materiais obtidos após a sua realização.

É tão exigente para os nossos jovens escolher um caminho! Continuamos, porém, a acreditar que é possível encontrar o caminho certo!...

in Correio do Minho - 23-02-2015


 

30 de janeiro Dia Internacional da Não Violência e da Paz nas Escolas

A Não-Violência é a maior força da Humanidade

Mahatma Gandhi

Em homenagem ao grande Mahatma Ghandi, cujo assassinato ocorreu no ano de 1948, no dia 30 de janeiro, foi este dia proclamado pela ONU Dia da Não-Violência. É, sem dúvida, uma iniciativa da educação para a paz, a solidariedade e o respeito pelos direitos humanos.

Gandhi pregou uma lenta revolução pacifista no seu país, sem utilizar nenhuma espécie de arma. Defendeu a liberdade de um povo, recusando que fosse tratado como escravo, apelou a direitos iguais, independentemente do sexo, casta, raça ou religião. Tudo em Ghandi foi luta pela conquista da verdade, pela perseguição da não-violência.

“A não-violência é a maior força que existe à disposição do ser humano. É mais poderosa do que qualquer arma de destruição inventada, por mais sofisticada que seja”.

Hoje, o sentido destas palavras de incentivo à paz, ganha um significado infinitamente colorido, infinitamente grande, corre o mundo e, enquanto restarem forças para combater o mal e a injustiça, não pode haver indiferentes! Tem que ser assinado um compromisso, o da educação para os grandes valores humanos!

Celebra-se também, no dia 30 de janeiro, o Dia Escolar da Não-Violência e da Paz, uma iniciativa do poeta, pedagogo e pacifista espanhol Lorenço Vidal. Desde 1964, que esta comemoração pretende sensibilizar todas as comunidades escolares para a tolerância, solidariedade e respeito pelos outros.

E, se educar para os valores promovendo nos jovens uma formação que favoreça o emergir de sentimentos de solidariedade e de justiça, é uma tarefa que cabe a todos, é a escola o grande palco de formação dos agentes desses ideais.

A aposta na educação para a cidadania tem que combater os riscos que as desigualdades, os problemas de pobreza, as agressões ambientais, a globalização da economia, o impacto das novas tecnologias, favorecem! Um mundo de incertezas, onde abundam o terrorismo, a xenofobia, as guerras civis, os conflitos sociais, a violação dos direitos humanos e a criminalidade urbana.

Se queremos realmente um mundo melhor, mais humano, ético e pacífico é urgente dedicar mais tempo a este desafio, investindo em ações transformadoras, sejam elas de opinião, de comportamento, de vida pessoal, social ou ambiental. É necessário mudar mentalidades e promover uma cultura de paz!

E se a escola não pode resolver todos os problemas do quotidiano escolar e social dos alunos, pode, no entanto, assegurar o desenvolvimento e a prática de valores, como a tolerância, a solidariedade e a justiça para que os jovens sejam capazes, num futuro mais ou menos próximo, de viver as suas vidas baseadas nos princípios da paz, da harmonia e do respeito.

A Educação é, sem dúvida, o lugar de conquista das maiores vitórias. A tarefa não é fácil, mas é certamente a que tem a influência estrutural na preparação dos cidadãos de amanhã.

in Correio do Minho - 26-01-2015


2014 - um vendaval social que merece reflexão!

Chegamos ao final de mais um ano. Difícil, duro e carregado de acontecimentos marcantes: ao nível económico, político, social e educativo. Muitas são as questões sociais, exclusão, miséria, desemprego, violência, injustiça, solidão, criminalidade, corrupção, impunidade, intolerância, para as quais não se vislumbram soluções, sem a refundação de uma ordem sólida de valores morais, sociais e educacionais. A educação é um bem público e um direito social, pelo que carece urgentemente de uma reforma que privilegie a interação do conhecimento com a moral, a ética e o respeito pelos princípios fundamentais da vida em sociedade.
Num balanço frio e distante dos últimos acontecimentos que invadiram as nossas casas, as nossas vidas diariamente, através da televisão ou dos jornais, podemos enumerar as mil urgências sociais e educativas que podem ajudar a compreender e explicar os factos e a aprofundar a cidadania e a democratização da sociedade. É urgente:
Denunciar os ladrões, violadores de leis, mentirosos e corruptos que diariamente enganam o Estado e empobrecem cada vez mais os portugueses;
Aumentar a natalidade e o nosso peso demográfico para garantir a força da economia e o futuro da educação, da segurança social e da sociedade portuguesa;
Devolver confiança aos jovens portugueses que emigram por falta de alternativa de emprego em Portugal que lhes proporcione estabilidade económica e profissional;
Encontrar respostas para as mulheres vítimas da violência doméstica. Estima-se que, em Portugal, foram assassinadas cerca de quatro mulheres por mês em 2014, vítimas de violência dos seus companheiros ou maridos, ex-companheiros ou familiares próximos (Observador.pt);
Acompanhar famílias disfuncionais, onde os conflitos, a má conduta e, muitas vezes, o abuso ocorrem contínua e regularmente. As separações são conflituosas gerando, por parte dos pais, vinganças que envolvem os maus-tratos, o abuso físico e/ou psicológico dos filhos;
Compensar com afeto, tolerância e compreensão os filhos de pais com problemas de depressão, de toxicodependência ou delinquência. Crianças que vivem altos níveis de ansiedade, por serem filhos de famílias que viveram separações litigiosas e traumatizantes ou que sofreram severos problemas económicos;
Ajudar as crianças que se sentem desorientadas, perdidas numa época tão rica de estímulos, mas tão pobre em ética, princípios e valores. Crianças que diariamente se confrontam com adversidades, mas que a lei da sobrevivência as ensina a transformar perdas em desafios;
Exigir medidas mais enérgicas no combate à pedofilia e aos crimes de abuso sexual
contra crianças e adolescentes;
Voltar a por "poesia na democracia", como o diz Caetano Veloso;
Reinventar a vida e fazer de cada novo dia uma experiência de riqueza pessoal e social;
Acreditar no sonho e sentir a vida pulsar dentro de cada um!
Só vamos construir um mundo melhor se construirmos pessoas melhores, estruturas sociais mais justas e comprometimento com os valores humanos acima dos valores económicos!

"A educação não muda o mundo, mas muda as pessoas que vão mudar o mundo" Paulo Freire

Feliz 2015!

in Correio do Minho - 29-12-2014


Florestar Braga – um exemplo de ecopedagogia!

Mais de 250 alunos aceitaram o desafio da Câmara Municipal de Braga para reflorestar o Monte do Picoto, num gesto simbólico mas muito significativo de celebrar o Dia da Floresta Autóctone. As crianças compareceram no Picoto acompanhadas pelos professores coordenadores dos projetos Eco-Escolas, arregaçaram as mangas e ajudaram a lançar à terra sementes de azevinho, azinheira, nogueiras brancas, freixos e faias, nogueiras, carvalhos e sobreiros.
Este processo de reflorestamento do Monte do Picoto, uma área de encosta, demonstra um grande objetivo de impedir deslizamentos de terras e ajuda a combater a erosão do solo. Se for executado com a eficácia esperada é uma boa solução para reverter o desequilíbrio ecológico tão prejudicial ao meio ambiente.
O projeto Eco-Escolas do Agrupamento André Soares, consciente da sua importância estratégica na construção de uma nova cultura de relação com a natureza, deu o seu contributo para esta iniciativa e tem vindo a desenvolver um excelente trabalho de sensibilização dos alunos para a necessidade da separação e tratamento de resíduos sólidos e líquidos e de promoção de ações, no âmbito da educação ambiental para a sustentabilidade.
 Um dos grandes objetivos do projeto Eco-Escolas é o desenvolvimento do espírito de coresponsabilidade e de cooperação que leve cada aluno a não cruzar os braços face à complexidade das questões ambientais com que hoje nos deparamos. Por isso, estão previstas várias iniciativas que visam garantir a participação das crianças e dos jovens em ações, projetos, concursos e desafios que os envolvam na construção de uma escola e de uma comunidade mais sustentável.
Este projeto constitui um privilegiado meio de promoção da educação ambiental e assume-se como uma área transversal de formação cívica, ao abordar e refletir sobre um vasto conjunto de temáticas, articuladas com os conteúdos programáticos e experiências educativas que possibilitam aos alunos uma participação mais consciente na sociedade. Daí a importância de integrar conhecimentos, valores e capacidades que levem a comportamentos condizentes com um novo pensar.
 Nesta perspetiva o projeto Eco-Escolas tem funcionado como o despertar de uma nova consciência solidária com a finalidade de formar alunos ambientalmente cultos, intervenientes e preocupados com a defesa e melhoria da qualidade do ambiente natural e humano. Acima de tudo, a grande meta deste projeto é contribuir para a literacia ambiental dos alunos.
Todos sabemos que hoje são as crianças que levam para casa a preocupação com o meio ambiente - a chamada ecopedagogia. Este conceito, ainda em construção, mais do que uma teoria educacional, é um modelo de civilização sustentável do ponto de vista ecológico, que implica uma mudança nas relações humanas, sociais e ambientais. Trata-se, portanto, de uma opção de vida por uma relação saudável e equilibrada com o contexto, com os outros e com o ambiente mais próximo, a começar pelo ambiente de trabalho, o ambiente escolar e o ambiente familiar. Daí que, no nosso entender, a ecopedagogia seja uma janela aberta para um novo paradigma educacional que conduza a uma visão mais holística, humana e ecológica da vida.

in Correio do Minho - 01-12-2014


E agora, programar para compensar!

Finalmente, encontram-se colocados todos os professores necessários para a lecionação das diferentes disciplinas curriculares dos alunos do ensino básico no Agrupamento de Escolas André Soares! Novembro começa com a serenidade fundamental para garantir boas aprendizagens e, consequentemente, bons resultados!
E, se não importa agora insistir no que aconteceu, importa muito remediar o que não aconteceu!
Não sendo, de longe, a maioria, há um número significativo de alunos que começaram tardiamente as aulas de algumas disciplinas, preocupantemente de matemática e português, inglês e francês, e ainda ciências naturais, entre outras.
As famílias, naturalmente, pretendem conhecer o programa que as escolas prepararam para compensar a falta de aulas dos seus educandos. Mas, só agora é possível elaborar um plano equilibrado de recuperação. E, relativamente a determinados conteúdos, para a sua implementação, há necessidade de recorrer a mais recursos humanos, cuja aprovação depende de autorização superior.
A grande prioridade, neste agrupamento, serão os alunos dos anos finais de ciclo, concretamente, quarto, sexto e nono ano. São alunos sujeitos a avaliação externa no final do ano letivo, em condições idênticas a todos os que começaram normalmente. Por isso, serão estes os primeiros beneficiados com um plano sustentado, acordado com os próprios e os seus encarregados de educação. Evitaremos provocar a ansiedade de terem que “apanhar” os seus colegas a todo o custo, e evitaremos também a sobrecarga de trabalho, que poderia prejudicar o seu rendimento normal de aprendizagem. Relativamente aos alunos dos restantes anos de escolaridade, este plano será implementado durante o ciclo, programando faseadamente a lecionação dos conteúdos curriculares em falta. Assim, garantidamente, os alunos nem se aperceberão de que estão a ser alvo de uma programação diferente dos seus colegas.
O empenho dos profissionais da educação do agrupamento aumentou na proporção da necessidade de resposta a todas as necessidades! A falta de professores foi, grande parte do tempo e dos casos, minimizada pelo trabalho daqueles que já se encontravam na escola, sujeitos a um acréscimo de trabalho, quantas vezes de voluntariado!
Foi pela dedicação de todos que o ano começou sem maiores atropelos, foi pela vontade de todos que o número de alunos prejudicados foi o menor possível!
E, por toda esta vontade de normalizar, de assegurar um sereno ambiente de trabalho aos nossos alunos, precisamos do apoio das famílias, responsabilizando os seus educandos e incutindo neles a convicção de que aprender acarreta, também, muito trabalho e muito esforço!
A escola é o lugar, por excelência, de formação para a vida! De crescimento saudável e de integração social! O contrato de autonomia responsabilizou profundamente as escolas que o assinaram transferindo, para cada uma, acrescida preocupação com os resultados. O nosso compromisso, de aumentar os índices de sucesso escolar numa percentagem ambiciosa, não deve ser colocado em causa! Por isso o esforço de todos será maior ainda!
Dos alunos, professores, assistentes operacionais e técnicos, pais e encarregados de educação e toda a comunidade envolvente, em parceria para uma melhor educação!

in Correio do Minho - 03-11-2014


 Municipalização da Educação

Portugal tem tudo para ser um país com futuro: somos um povo acolhedor, com ligações em todos os continentes, com boas infraestruturas, boas comunicações e um imenso mar!...

Acreditando que o futuro já começou, estamos num momento fulcral, decisivo, para redefinir o nosso paradigma de desenvolvimento educacional.

Concordamos que a educação de um povo não é unicamente da responsabilidade da escola. O local onde vivemos é um espaço público de educação com uma grande partilha de responsabilidade dos pais, das famílias, das instituições culturais, dos municípios.

No próximo dia dez, no auditório Braga Simões, na escola sede do Agrupamento André Soares, realizar-se-á um encontro/debate, centrado no tema da municipalização da educação, integrado no ciclo de debates do centro de formação do sindicato de professores da zona norte, entre as 14.30 e as 18 horas, com a participação dos grandes responsáveis pelas autarquias de Braga e de Famalicão.

Impõe-se um debate amplo e alargado desta questão, uma vez que o governo se propõe transferir competências dos agrupamentos de escolas para as câmaras municipais.

Portugal não tem cultura nem tradição descentralizadora e receia-se que o chamado centralismo do Ministério da Educação e Ciência seja trocado por centralismos locais permeáveis a jogos de influências. Por isso é tão importante questionar sobre a capacidade das autarquias no que diz respeito aos seus recursos humanos, concretamente no que toca a sensibilização para a gestão de situações tão complexas, como seja, gestão, organização curricular, concursos, salários, carreiras, ação disciplinar, formação contínua dos professores, entre tantos outros. Sabemos que há boas práticas em muitos municípios, mas há também muitos receios. Ou não fosse esta uma grande mudança!

Muito importante para o bom funcionamento das organizações educativas é a promoção da articulação das políticas educativas com os municípios, sobretudo através da sua representação nos conselhos gerais, nunca esquecendo que a celebração de contratos de autonomia entre as escolas e o Ministério da Educação é uma realidade que não pode ser descurada.

A experiência das câmaras municipais na gestão dos edifícios escolares e na ação social escolar não deve ser desperdiçada, mas a gestão dos recursos humanos é dos assuntos mais sensíveis e polémicos, em qualquer organização. Por isso, deverá ser grande a preocupação com a regulação dos assuntos pedagógicos e a gestão do pessoal docente e especialmente analisadas as vantagens/desvantagens de transferência destas competências.

O Conselho Municipal de Educação, enquanto órgão importante de caráter consultivo, tem um papel fundamental na articulação dos agentes relevantes do sistema educativo e, nesta perspetiva, deverá reforçar o seu papel na coordenação e direção das políticas educativas locais.

Só a procura conjunta de soluções poderá levar a um processo concluído com um objetivo fundamental – contribuir para a melhoria do sistema escolar, promover o sucesso educativo dos jovens, criação de oportunidades de emprego e consequente desenvolvimento local e nacional.


* Diretora do Agrupamento de Escolas André Soares

in Correio do Minho - 06-10-2014

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